Nem toda dívida em atraso termina em processo judicial. Muita gente se pergunta por que algumas pendências chegam à Justiça enquanto outras ficam apenas no campo da cobrança extrajudicial. A resposta envolve uma série de fatores que estão do lado do credor, e entendê-los ajuda a compreender melhor em que ponto uma dívida pode estar.
O ajuizamento é uma decisão, não uma consequência automática
Quando uma dívida entra em atraso, o credor não é obrigado a acionar a Justiça imediatamente. O ajuizamento é uma decisão que envolve análise de viabilidade, custo e estratégia, e que varia de empresa para empresa e de caso para caso.
Por isso, o simples fato de ter uma dívida em aberto não significa que um processo judicial é inevitável ou iminente.
O que influencia essa decisão
Entre os fatores que tendem a pesar na escolha de ajuizar ou não, estão o valor da dívida, o perfil do devedor, o tipo de contrato, o tempo de atraso e as perspectivas de recuperação do crédito por outras vias.
Dívidas de valores menores, por exemplo, em muitos casos não justificam o custo e o tempo de um processo judicial para o credor. Já pendências de maior valor ou com garantias associadas podem ter um caminho diferente.
O papel da cobrança extrajudicial
Antes de acionar a Justiça, em geral os credores passam por uma fase de cobrança extrajudicial, que inclui contatos por diferentes canais com o objetivo de chegar a um acordo sem a necessidade de um processo. Essa etapa existe porque resolver a situação fora da Justiça tende a ser mais rápido e menos custoso para todos os lados.
É nessa fase que a negociação costuma ter mais espaço, e onde as condições de acordo podem ser mais flexíveis do que depois que um processo já foi aberto.
Quando o ajuizamento se torna mais provável
A probabilidade de uma dívida virar processo tende a aumentar quando as tentativas de contato e negociação não resultam em resposta ou acordo. A ausência de comunicação do devedor costuma ser um dos fatores que leva o credor a concluir que a via judicial é o próximo passo.
Por isso, manter algum nível de comunicação, mesmo que seja para entender a situação, tende a preservar mais opções do que o silêncio.
O que fazer se você não sabe em que ponto está
Se você tem uma dívida em aberto e não sabe se ela está em fase de cobrança extrajudicial, se já entrou em algum processo ou quais são as condições disponíveis para resolver, o melhor ponto de partida é consultar sua situação.
Entender onde a dívida está é o primeiro passo para decidir o que fazer com ela.
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